A saga de uma escritora para se tornar reconhecida
Encontrei este relato de Anna Wolff, no começo de sua carreira, referente a uma entrevista solicitada por uma revista da Abril. Quando eu me casei, declarei ao meu pai que ia substituir o meu sobrenome de solteira, Gomes de Matos, pelo de casada, Wolff, ficando Ana Maria Wolff, apenas, sem o Gomes de Matos. Sei que, com isso, o magoei muito. Sabe aquele orgulho da tradição provinda do Império, em que um nome representava uma casa da corte? E ele me fez ver, então, que também o nome de minha mãe, tão nobre, representava uma aristocracia. O meu bisavô tinha sido médico de D. Pedro II. Mas esse sobrenome já tinha sido abolido por mim, pois há muito tempo eu não assinava "H. Murray". Anna em primeiro programa de TV na Record A vida moderna exige simplificações. Sempre acreditei que um nome curto era fácil e bem visto no mundo empresarial e comercial. E, logicamente, no mundo dos escritores. Foi quando escrevi o curso de inglês OK Tradutor Intérprete, que meu editor exigiu de mim...