"Eu não sou eu nem o outro", diz Mario de Sá Carneiro. Então pergunta-se ao autor: "Quem é você?"
EU NÃO SOU EU NEM O OUTRO Poesia de Mário de Sá-Carneiro “Perdi-me dentro de mim Porque eu era labirinto E hoje, quando eu me sinto, É com saudades de mim. Passei pela minha vida, Um astro doido a sonhar Na ânsia de ultrapassar Nem dei pela minha vida Para mim é sempre ontem Não tenho amanhã nem hoje O tempo que aos outros foge Cai sobre mim feito ontem.” Anna Wolff faz crítica ao poema: Discutindo o tema: Eu não sou eu nem o outro - o labirinto do próprio eu - no poema de Mário de Sá-Carneiro. “Ao dissertar sobre o tema em referência, vamos despir a ideia central como todo de uma verdade. Este poema é um autêntico sintoma de psicose . Que é uma doença mental, onde há falha de interpretação entre os estímulos recebidos, e os estímulos oriundos no próprio indivíduo. Observe em especial, as afirmações: “porque eu era labirinto... Passei pela minha vida... Um astro doido a sonhar...” A psicose encontra-se perfeitamente caracterizada pelos sintomas de fantasias, crises de tristeza, de...