"Eu" e a representação de "eu mesmo"
Matheus Sodré, um rapaz inteligente que conversa sobre o mundo digital, a cultura e o futuro.
Em 30 de março, ele apresentou um tema bem provocativo. O fim dos influenciadores e a era pós-redes sociais. E ele pergunta: vocês estão conscientes de quão hiper-real a IA já se tornou? O que acontece quando eu já não preciso mais me auto-registrar para alimentar a máquina? Então eu consigo me "escalar".
Imagine - você não depende mais de si próprio para alimentar seus vídeos nas redes sociais. A IA já tem todos os dados suficientes para que eu possa me reinventar, me duplicar e me quadruplicar.
Nesse caso, qual vai ser a diferença entre "eu" (eu de verdade) e um influenciador digital totalmente criado por IA - de mim mesmo?
Ouvindo, perplexa, essas considerações, lembrei da poesia de Mário de Sá-Carneiro de título "Eu não sou eu, nem o outro".
Então eu proponho as seguintes perguntas:
Será que as pessoas vão ficar deprimidas ao se deparar com a duplicação de si mesmas, de imagem e pensamento, com os vídeos de IA?
Será que isso vai gerar algum transtorno de personalidade no psicológico das pessoas?
Será que o Mário de Sá-Carneiro anteviu o futuro com essa frase dele?
Veja também:
"Eu não sou eu nem o outro", diz Mario de Sá-Carneiro. Então pergunta-se ao autor: "Quem é você?"
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