Como eu descobri que a sensitiva sou eu?

Relato da escritora Anna Wolff sobre um fato verídito de experiência ESP em um auditório no Rio de Janeiro.

Parte 1


O Estresse e o Homem-Empresa

Inicialmente quero contar a você um caso que aconteceu comigo e por que estou eu aqui conversando com você sobre este assunto – estresse. 

Então lhe convido: venha comigo, viva uma experiência assim. 

A sala cheia forma um auditório de cinquenta pessoas aproximadamente.



Nosso professor de parapsicologia conduz o trabalho de pesquisa. Ele nos solicita dois voluntários. Sinto, então, dentro de mim, uma certeza que algo vai ocorrer, um algo tão fantástico que vai desabar sobre mim. Qualquer coisa parecida com “O meu mundo vai virar de cabeça para baixo”. A sala está na penumbra e é tão bom afundar na cadeira, sentar bem encolhidinha, quase enfiando a cabeça entre as pernas. Isso o que sinto, o que é? Essa certeza de um fato prestes a ocorrer e que vai virar-me pelo avesso, sacudindo todos os meus conceitos. O que é isso? Premonição. Sim, é isto! Mas para mim, naquele momento, sinto que é horrível e, ao mesmo tempo, não posso mudar nada, pressinto que vai mesmo acontecer. 

Ouço o professor quando chama duas pessoas. Eu nem quero olhar para os lados. Acho até que a gola do meu casaco é muito aconchegante. 

Ouço ele insistir. Ele está chamando Clarinha e dirigindo-se ao auditório, dizendo que pelo tipo de pessoa já dá para ver que ela é frágil, ele mostra o lóbulo da orelha e diz que é coladinha, como um sinal de que a pessoa tem a qualidade da intuição.

 


Eu vejo que ele puxa respeitosamente o cabelo dela (aliás loiríssimo) para trás e mostra o sinal físico que se refere, como um ponto muito significativo. Ouço quando ele fala alto, dizendo que ela é sensitiva. 

Ser sensitivo é ser abençoado. É poder captar as verdades que, para nós outros, ainda não percebemos. Eu vejo que ela pisca ligeiro os olhos muito claros. Observo que são verdadeiros, não são lentes coloridas, são naturais mesmo. Um ar de timidez, mas um súbito lampejo, acende a fisionomia de Clarinha. Ela está enrubescida com o elogio. Eu noto que ela está muito vaidosa. E vejo também que o professor se aproxima e fala no microfone mais alto ainda, solicitando ainda outra pessoa. Quem? Ele fala meu nome: Anna. Aí eu penso “Eu não disse? Eu não disse que o mundo ia despencar? Pois olha, vem coisa aí!”. 

E não é que vem mesmo? Eu vejo que ele explica para todos qual é o tipo sensitivo dela. Vejo que me mostra também com muita displicência, ainda diz que eu sou ligada demais às coisas objetivas da vida. Aparentemente eu não sou uma sensitiva. Mas eu penso “Que bom, assim vou pular fora disso ligeirinho”. Então ele nos põe nas cadeiras de relax, fica entre nós duas, e vai fazendo condicionamentos mentais. É uma técnica de nos levar ao transe.  A seguir, pede à Clarinha “Vamos antecipe alguma coisa, fale o que vier a cabeça”. Ela geme “Mas não vem nada”. 

Eu só fico ouvindo. 



Ele tenta novos condicionamentos com ela, exige que ela relaxe, que relaxe… e explica “Você está relaxada”, mas ela não se acha relaxada. Ele ainda faz novos condicionamentos mentais e afirma que ela está relaxada. Comanda para que ela fale. Mas ela continua aquele silêncio pesado. Esse mesmo silêncio pesado vem de toda a plateia, ele está nervoso, e pede que fale, insiste, e ela soluça dizendo “Mas eu não posso”. Então, o professor, resignado, volta-se para mim, pedindo que eu fale. 

Percebo nitidamente aquela decepção na voz do professor. Eu estou tão angustiada! Pergunto assim: “Mas é para falar mesmo?”. Ele exige de mim que eu fale. Eu então explico que eu tenho um turbilhão de pensamentos ocorrendo em minha mente. Ele dá uma risada e diz assim: “Então vai contando”.



“Ah, eu vejo um homem de terno azul marinho, camisa cor de rosa, cabeça calva, uma cicatriz proveniente de uma operação, operou um tumor maligno. Sei que esta operação foi feita há 4 anos, e ele pensa que está curado. O tumor voltou à atividade de forma violenta. Precisa urgente consultar um médico”. 

Sabe, eu digo tudo isto, ausente de mim. Fixada na imagem que vejo dentro do meu cérebro, pois a sala está escura. Nada se pode distinguir naquele ambiente escuro. O professor visivelmente irônico, faz o retorno à realidade do aqui e agora, acende as luzes que vão, suaves, clareando tudo. Ele pergunta para a plateia “Onde está este homem visto por Anna? Onde está?”. E todos se voltam de um lado para o outro, sem encontrar a pessoa que descrevi. 

Sinta você comigo, esse pânico - o vexame de falar bobagens em público. Você pode perceber o sentido da ridicularia. Essa gente toda rindo, gargalhadas, barulho. Risadas e mais risadas. Sinta isso comigo. Eu não aguento. É demais. Eu saio em prantos, prantos convulsivos. “Mas que vergonha!”, penso. 

Vou à sala particular do professor, exijo satisfações “Por que? Vamos, diga! Por que você fez isso comigo?”



Eu noto que o professor está atônito. Pede para que eu me acalme, que não houve intenção de me magoar. Vem com aquela conversa fiada toda, que eu preciso compreender, etc, etc. Mas pela porta de vidro, eu vejo um vulto. Então, todos nós ali naquele consultório ouvimos o ruído de alguém que bate. O professor pede que entre. Diante de mim aparece aquele homem, com aquela figura exata que eu tinha descrito. Muito triste, pergunto “Por que você não disse que estava ali?”. A emoção sobe na minha garganta. E ele me conta que não pode, pois era um alto funcionário de uma multinacional, que tinha sido recentemente admitido, se aquilo chegasse à diretoria, ele estaria perdido, logo agora que ele tinha começado uma nova vida, etc, etc. Então ele começa uma história dramática, de uma vida emocional confusa, e me pede com humildade para prosseguir aquela experiência extrassensorial interrompida. 

Claro! O professor marca uma nova data para a experiência. Primeiro para ele. Depois para a nova esposa. Depois para a ex-esposa. Os filhos…

Bem, aí começou algo que mudou todo o rumo da minha vida. 

Fiquei dois anos no IBPP, Rio de Janeiro, fazendo experiências extrassensoriais. Sempre examinada por uma equipe de dois psicólogos, um espírita kardecista, dois umbandistas, um analista psiquiátrico, um neurologista e um cientista. Sempre liderados pelo professor - que é médico, psicólogo, advogado, parapsicólogo, e que só não vou falar o nome dele, para dar o beneplácito deste momento que começamos.

E aí começou toda uma história assim: “Era uma vez uma clarividente, que era hipercética, que descobriu a comprovação do seu dom em público num auditório. Que ficou com a “cabeça a prêmio” durante dois anos, sendo a minha intuição examinada em todos os fenômenos extrassensoriais. E no final de alguns anos de estudos e descobertas, acabou escolhendo a matemática como ciência exata para definir o inconsciente das pessoas - quer isoladas ou em grupo. Essa foi a sua maior descoberta na vida e que se tornaria um livro. O último livro que escreveu em sua vida. Passou dez anos escrevendo e traduzindo para o inglês.

Esta clarividente veio a ter resultados que podem ser melhor estudados, devido a margem de acerto quase sempre em torno de 90 a 100%. E daí para adiante, por 10 anos, continuar estudando todos os fenômenos referentes ao cérebro.” 


Bem, o que eu lhe conto é que eu escrevi o livro In-Luz no Ocultismo, um relato de toda a minha experiência passada durante dois anos.

E a seguir então, fiz a coleção Energia. E, para conhecer sobre energia, é preciso passar por toda uma gama de conhecimentos, para saber exatamente o que não é energia. Seja o estresse, a depressão, a timidez. Tudo que eu vivi durante o tempo em que me sentia insegura. Assim, vivendo na pele, nós sabemos melhor. Se estudar, vai melhorar mais ainda o nosso conhecimento.


Atualizando os conhecimentos e comparando, usufruímos respostas conclusivas. Assim, vamos abrir as portas da mente e divisar a verdade que nos chega. Foi assim que publiquei na imprensa os resultados que obtive.


Em 1976, ingressei no campo de regressão de memória. De lá para cá, foram mais de 5 mil casos específicos, onde ficou esclarecido o outro lado do hipnotismo - o Magnetismo Ativado. Há uma professora, a professora Almeida, educadora, experiente, que diz “Um relaxamento bem feito, durante uns 15 minutos, tem aproximadamente o valor de 3 horas de sono” - com o que eu concordo plenamente.

E ela ainda diz que este relaxamento aumenta o nível das condições produtivas do homem.


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