Marcus Góes - Dom João: o trópico coroado


O escritor que tem paixão pelo tema de sua obra - e transmite este ardor na sua síntese, análise. É assim que leva o leitor a se empolgar e a se interessar em conhecer a verdade sobre a vida de Dom João VI e as origens do nosso país.

Tudo começa com as pesquisas que o pai dele, professor de história, realiza. O exemplo do pai o levou a fazer suas próprias buscas, sem os estereótipos que são divulgados nos livros de história desde a nossa juventude. Não é o que "parece", é o que de fato acontece - assim o escritor nos envolve no enredo que compõe o rumo de Dom João VI - e o começo do Brasil como identidade própria. Causa admiração e orgulho de termos estes primórdios tão bem delineados, que incentiva a prosseguir a leitura. Deixa de pertencer a "fatos históricos" para embrenhar na aventura de uma nação que começa a se autodefinir como um país independente. Recomendo plenamente a leitura - você vai avançar rapidamente nas páginas iniciais. Aí já sabe: vai gostar de ler o livro. 

O único "senão" é o cacófago do título. Poderia melhor ser: O trópico bem coroado; o trópico é coroado... algo assim. (Se me permite esta interferência) Pois até no seu texto de contracapa, mostra que o autor tem opinião, tem suas conclusões. 

Por que estou fazendo estes meus comentários? Já peguei tanto texto banalizado ou conteúdos desprezíveis que, quando aparece um valor maior, é um súbito destaque aos olhos e ao sentimento. 

("Tenho dito!" - como dizia minha mãe-escritora: Anna Wolff).

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