Nasce uma escritora
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| Aninha |
Aninha logo que aprendeu a andar, sentia uma imensa curiosidade de conhecer o mundo. Um dia abriu o portão da casa, saiu andando por aquela praça movimentada de Curitiba, para “descobrir o que há lá fora”. Um policial, ao se deparar com aquele pequenino ser, perambulando sozinho, colocou-a em seu ombro e levou-a de volta para casa. Um susto! Mamãe vendo sua joia preciosa chegando assim, gritou: “Mas Aninha, aonde você foi??”. Um abraço apertado, repleto de beijinhos, lhe envolveu.
Logo eles se mudaram para o Rio de Janeiro. O papai dela queria se formar em Direito. Ele já estava com 40 anos! E para conseguir casa, foram morar na distante Lagoa Rodrigo de Freitas. Aninha morria de medo do matagal que crescia alto em volta da lagoa… é que lhe diziam que ali se escondia o Jampião! Aquele bandido perigoso que “roubava criancinhas”. “Ah, que medo!” 
Anna aos 5 anos
Aos 3 aninhos ela adorava ouvir mamãe lhe contando histórias. Numa tarde quente, ela pegou o livro e pôs nas mãos de sua mãe pedindo-lhe para ler. As cortinas de voal branco balançavam com a brisa da tarde, fazendo suaves sombras nas paredes. Sua mãe estava com o livro entreaberto em seu colo e, de repente, parou. As palavras mágicas daquele momento silenciaram. Ela viu sua mãe ser levada subitamente, deixando o livro caído na cadeira de balanço. Aninha nunca mais viu sua mãe. “Onde ela estará?” - “No céu”, diziam uns. “Debaixo da terra”, diziam outros. “Não acredito!”, exclamava. “Ela vai voltar”, pensava teimosa. Aninha guardou aquele livro e as primeiras palavras que conseguiu ler ao começar a aprender, foram as elegantes letras escritas com capricho “Martha Hecth Murray”.
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| Martha Hecth Murray |
No passar do tempo, Aninha se tornou escritora, escreveu um curso de inglês, com o pseudônimo de H. Murray. 13 livros e um método de ensino inovador, editados por ela em suas escolas, que manteve por 20 anos.
E o tema de “Mãe” prosseguiu em muitas obras. No Espírito Santo teve um programa de rádio, muito bem sucedido, “Conversa de Mãe”, falando aos jovens os temas mais complexos de entender a convivência. E em Nova Friburgo escreveu para os jornais por 3 anos, que rendeu a coletânea “Percepção - Guia mágico de sobrevivência na selva das emoções”, de 336 páginas.
Anna escreveu novelas, contos, poesias, romances, orações, livros didáticos e de desenvolvimento dos dons extra-perceptivos. Todos em breve lançamento, editados por seus continuadores, a Equipe Wolff.


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