Revisitando as verdades de Nietzsche

Assisti, em 30/03/2026, uma conversa de Álvaro Machado Dias, professor da UNIFESP, a respeito de uma mudança que está sendo feita nas redes sociais em que "curtir" não é mais suficiente. São necessários comentários em sequência. E que, na opinião do professor, essa rolagem infinita de comentários, para provocar engajamento atencional, vai transformar este assunto numa conversa fútil infinita, inflacionando a conclusão do raciocínio. O que vai ser valorizado é o comentário em sequência. Assim: "Eu comentei alguma coisa - você reage ao meu comentário - e eu comento em cima".

Quando o algoritmo começa a premiar a "conversa que não termina", cada um passa a ter sua opinião, mas ninguém chega a ter uma conclusão. Ou seja, o assunto vai provocar discussões que não acabam mais. Sendo que, nem sempre, quem está provocando as respostas seja alguém humano. Pode acontecer "agentes" que postem conteúdos ambíguos e, com isso, teremos o "princípio da incompletude".

Diz o professor: "Penso que é uma estratégia até esperta para as plataformas, mas o resultado tende a ser negativo no ponto de vista da sociedade. Existem formatos e, mais que isto, existem ambientes onde a completude é o grande valor. O pensamento tem que ter a capacidade de síntese e o que vai acontecer é que as pessoas serão condicionadas a terem lógica cada vez menos assertiva. É quando o sujeito emerge no tipo 'Eu tenho minha opinião para dar, mas nenhuma conclusão para estabelecer'".

Então, vamos comparar com a maravilhosa exposição de busca da verdade do escritor Nietzsche.


Quem conviveu com uma escritora, como eu conheci Anna Wolff, pode também entender Friederich Nietzsche:



Ele se considerou um espírito livre das amarras de preconceitos, dogmas, vícios, a sedução do poder, dinheiro, desregramento sexual. E que o sentimento de dever, de culpa, de renúncia de si mesmo, são os pontos de aniquilamento, e destruição, da evolução pessoal.


Para alcançar esta liberdade interior, é necessário coragem.


Esta coragem de ser interiormente livre, dá acesso à força pessoal. 

E que, antes de tudo, a prioridade é ter a noção exata de saúde de seu corpo: nutrição adequada, de viver em um local de clima saudável e "um dietário espiritual".


Interessante que em palavras, criticou Sócrates. Mas no exemplo do que viveu na própria existência dele, praticou os conceitos de Sócrates. A autodisciplina na busca de um corpo saudável, e pensamentos limpos. 

O contato com a Natureza, longas caminhadas de mais de 5 horas em regiões de beleza natural, propiciaram as maiores inspirações para seus livros. "Com extraordinário esforço de disciplina sobre si mesmo, uma fórmula de pensar honesta, precisa, perfeitamente científica": o homem alcançará a superação de si mesmo - será a Super-Raça. Uma espécie de homem "que intui a realidade tal como se apresenta - a realidade que não se afasta da verdade, só assim um homem pode ter algo que é: a grandeza espiritual".


Assim falou Zaratrusta na interpretação de Martha Wolff. Aqui está o "mapinha" para encontrar as verdades do Nietzsche. Agora saboreie os livros dele... Comece lendo: "Ecce Homo".


Resumo MW //

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